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22 de Agosto de 2017
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    DIAGNÓSTICO PRECOCE E SISTEMA DE INFORMAÇÕES SÃO OS DESAFIOS PARA O ENFRENTAMENTO DO CÂNCER NO ESTADO

    A falta de um sistema integrado de informações e de centros de referência para o diagnóstico precoce do câncer são os grandes desafios do Plano Estadual de Atenção Oncológica da Fundação do Câncer. E o diagnóstico precoce aumenta em 80% as chances de cura da doença – que atingiu mais de meio milhão de brasileiros em 2016.

    Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (15/05), em audiência da Frente Parlamentar de Combate ao Câncer da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

    Segundo a superintendente de Atenção Especializada, Controle e Avaliação da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Tatiana Bozza, os principais focos do plano são o diagnóstico e a criação de centros de referência para aumentar o acesso ao tratamento e, consequentemente, as chances de cura.

    Atualmente, há 25 unidades de referência. No entanto, elas são destinadas a pacientes já diagnosticados ou com suspeita da doença. “Uma das linhas do nosso plano é otimizar esse serviço de forma que eles atendam à população dentro de suas necessidades.”

    Organização

    Para a deputada Ana Paula Rechuan (PMBD), que preside a comissão e é médica, é essencial planejar o combate à doença de forma global. “Ficou claro que existem serviços ociosos, que executaram apenas 10% das cirurgias que poderiam ser feitas, sendo que havia verba para isso. O tratamento do câncer passa muito mais por uma questão de informação e organização da estrutura do que efetivamente de investimento financeiro.”

    Também estiveram presentes os deputados Wanderson Nogueira (PSol), Fatinha (SDD), Márcia Jeovani (DEM) e Eliomar Coelho (Psol).

    Falta de registros precisos

    Outro problema citado foi a falta de informações precisas sobre os casos tratados. Segundo o diretor de gestão da Fundação do Câncer, José Eduardo Castro, as informações disponíveis geralmente são financeiras, ou seja, não é informada a doença, mas, sim, o tratamento e o valor cobrado.

    “As unidades que precisam receber informam tudo, especialmente, os serviços de maior valor. Por exemplo, é informado o código da cirurgia, mas não a doença. As que recebem orçamento do estado ou do governo federal não têm tanta preocupação em dar informação.”

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