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19 de Janeiro de 2019
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    ENTREVISTA: NILTON SALOMÃO FAZ DO MANDATO DEFESA DE EMPRESAS PÚBLICAS

    Cumprindo seu terceiro mandato na Alerj, o deputado Nilton Salomão (PMDB) tem pressa. A agenda sempre cheia e a facilidade em listar suas pretensões demonstram isso. Em pouco mais de 20 minutos de entrevista, espremidos entre os compromissos de um dia que previa ainda uma homenagem ao presidente da Empresa de Obras Públicas (Emop), Ícaro Moreno, o parlamentar falou ao JORNAL DA ALERJ sobre sua preocupação em auxiliar no combate à diabetes no estado e de planos de fiscalizar o cumprimento de uma lei sua que completou 11 anos. Com a bagagem de quem atuou como subsecretário de Habitação do estado até o início do ano, o contador e ex-bancário, natural de Teresópolis (região Serrana), anunciou ainda que pretende usar a experiência na coordenação do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) no Pavão-Pavãozinho, agora, como fiscalizador. "Tenho larga experiência com habitação, que vem desde meus tempos de funcionário da Caixa Econômica", relembra.

    Veja a seguir trechos da entrevista concedida pelo parlamentar à edição 181 do JORNAL DA ALERJ, referente ao período de 16 a 30 de novembro de 2008:

    EMBORA ESTEJA NA POLÍTICA HÁ MUITOS ANOS, O SENHOR CREDITA À SUA ATUAÇÃO COMO GERENTE DA CAIXA O INTERESSE PELO BEM COMUM. COMO ISTO CONTRIBUIU PARA SEU INGRESSO NA POLÍTICA?

    Era gerente da Caixa quando a instituição, impulsionada pela incerteza causada pelo Governo Collor, deu início à organização de um movimento em defesa das empresas e dos funcionários públicos. Ali nascia a primeira associação de gerentes da Caixa no estado, que, além de fundar, presidi. Isso acabou me levando à Federação Nacional de Gerentes da Caixa e ao Movimento pela Ética e Competência na Administração Pública, onde começamos a sonhar com representantes na Política. Em 1993 fui indicado como candidato da categoria a uma vaga na Alerj. No mesmo ano me filiei ao PSB. Minha primeira campanha foi possibilitada com a ajuda de companheiros, com a utilização de rifas. Foi uma campanha bonita, feita sobre o discurso ético.

    FOI EM SEU PRIMEIRO MANDATO QUE O SENHOR CONSEGUIU APROVAR A LEI DOS ACOMPANHANTES EM HOSPITAIS. COMO ESTÁ SEU CUMPRIMENTO?

    Ela quebrou paradigmas de médicos que não aceitavam acompanhantes, e acho que agora, mais de dez anos depois, é hora de saber como ela está funcionando e se há a necessidade de ajustes ou adaptações. Hoje esta determinação está incorporada ao Estatuto do Idoso , sendo que ela vai além, porque fala também em atendimento privado. A norma não exige nada, como alimentação ou cama, apenas garante o direito do paciente a ter a companhia de um parente. Este tema me interessa particularmente pelos idosos, porque sou um estudioso do assunto. Acho que o momento é o de assegurarmos o cumprimento de leis importantes. Por isso tenho buscado respostas sobre a aplicação de normas, como a que criou uma política de prevenção e atenção à saúde dos diabéticos no estado.

    QUE OUTRAS ÁREAS E POLÍTICAS PÚBLICAS INTERESSAM AO SEU MANDATO?

    Gostaria de voltar a atuar na área de Políticas Urbanas, cuja comissão já presidi em outro mandato aqui na Casa. Cheguei a ir ao Japão para discutir a segunda fase do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG). Também tenho ampla experiência na área habitacional, que vem desde os tempos da Caixa, e foi consolidada com minha atuação na secretaria, onde coordenei a chegada do PAC no Pavão-Pavãozinho. Conheço bem as demandas habitacionais no estado. Gostaria ainda de participar da Comissão de Agricultura, por ser de Teresópolis e por ter adquirido experiência com os agricultores à frente da Emater-Rio, além da de Educação, onde poderei discutir um tema que me interessa muito: o ensino técnico.

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